Exclusivo: PF apreendeu celulares durante operação que investiga desvios na Sesau e conteúdo pode revelar mandantes do esquema
Informações armazenadas nos aparelhos devem ajudem a esclarecer a dinâmica do esquema criminoso que desviou recursos da Saúde
Publicado em
A investigação da Operação Estágio IV, deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), entrou em uma nova fase considerada estratégica pelos investigadores. Entre os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados judiciais estão aparelhos celulares, que agora serão submetidos à perícia técnica e podem levar à revelação de novos fatos e novos envolvidos no esquema investigado.
De acordo com informações exclusivas obtidas pela jornalista Patricia Fahlbusch da Francês News, fontes ligadas à Polícia Federal em Alagoas confirmaram que a análise do conteúdo desses dispositivos é vista como um dos pontos centrais para o avanço das apurações. A expectativa é de que mensagens, registros de chamadas, arquivos digitais e eventuais trocas de informações armazenadas nos aparelhos ajudem a esclarecer a dinâmica do suposto esquema, incluindo articulações internas, decisões administrativas e possíveis conexões entre agentes públicos e privados.
A Polícia Federal, no entanto, não informou oficialmente onde os celulares foram apreendidos nem a quem pertencem os aparelhos, mantendo sob sigilo detalhes considerados sensíveis para não comprometer o andamento da investigação. O procedimento é comum em operações dessa natureza, especialmente quando há risco de destruição de provas ou de interferência nas diligências em curso.
A Operação Estágio IV investiga a suspeita de desvios milionários de recursos públicos da saúde, com foco em contratos, pagamentos e movimentações financeiras consideradas atípicas. A ação resultou, ainda, no afastamento do então secretário estadual de Saúde, além da apreensão de dinheiro, joias, armas e outros bens.
Com o avanço da perícia nos celulares, a tendência é que a Polícia Federal consiga aprofundar a linha investigativa, identificar responsabilidades individuais e eventualmente subsidiar novos pedidos judiciais, como quebras de sigilo, indiciamentos ou novas medidas cautelares. As informações extraídas dos aparelhos podem ser decisivas para confirmar ou refutar suspeitas levantadas ao longo da investigação