Ex-policial militar, apontado como chefe de "máfia dos concursos", morre na Paraíba
Wanderlan Limeira dos Santos, 44, estava internado em Patos. PF o identificava como líder de esquema que fraudou CNU 2024 e concursos de PE, AL e bancos
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O ex-policial militar Wanderlan Limeira dos Santos, de 44 anos, apontado pela Polícia Federal como o chefe de um grande esquema de fraudes em concursos públicos – incluindo o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2024 –, morreu nesta terça-feira (16) no Hospital Regional de Patos (PB), onde estava internado. A causa da morte foi identificada como choque hipovolêmico e problemas de coagulação.
Wanderlan, que foi expulso da PM em 2021 e já tinha condenação por tortura, era investigado por crimes como homicídio, peculato, concussão e formação de organização criminosa. A PF o descrevia como o líder da "máfia dos concursos".
A organização fraudou, além do CNU 2024, certames da Polícia Civil de Pernambuco e Alagoas, UFPB, Caixa Econômica e Banco do Brasil. Wanderlan teria se inscrito no CNU apenas para demonstrar a eficácia do golpe e foi aprovado para auditor fiscal do trabalho, com salário inicial de R$ 22,9 mil, mas não compareceu à formação.
A PF identificou que o núcleo familiar em Patos era central no esquema. Entre os investigados estão o filho, irmãos, sobrinha e outros parentes de Wanderlan, muitos dos quais também foram aprovados no CNU para cargos de alto salário.
Em 2 de outubro, a PF deflagrou uma operação para desarticular o grupo, cumprindo mandados na Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Wanderlan foi preso preventivamente dentro de um hospital em Campina Grande.
A morte do principal suspeito ocorre em meio às investigações, que agora devem seguir focando nos demais integrantes do esquema e no rastreamento dos recursos desviados. O caso escancarou a vulnerabilidade dos certames públicos a fraudes organizadas.