OMS alerta para falsificação de remédio usado no tratamento de câncer de mama
Medicamento palbociclibe, usado no tratamento de câncer de mama avançado, teve lotes falsificados identificados em diversos países e vendidos inclusive por plataformas online.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre a circulação de versões falsificadas do medicamento palbociclibe, comercializado como Ibrance, indicado para o tratamento de câncer de mama em estágio avançado.
Segundo a OMS, os produtos falsificados foram identificados em países da África, do Mediterrâneo Oriental e da Europa, incluindo Costa do Marfim, Egito, Líbano, Líbia e Turquia. Ao todo, nove lotes foram relatados à organização em novembro de 2025, sendo vendidos tanto em farmácias quanto por plataformas online.
Lotes comprometidos
Os lotes confirmados como falsificados são FS5173, GS4328, LV1850 e TS2190. Outros cinco lotes — GK2981, GR6491, GT5817, HJ8710 e HJ8715 — são considerados suspeitos. A OMS classificou os produtos como falsificados por apresentar informações enganosas sobre identidade, composição e origem.
Testes realizados pela Pfizer, fabricante do medicamento, indicaram que algumas amostras não continham princípio ativo. Além disso, foram observadas irregularidades nas embalagens e na impressão das cápsulas, incluindo o uso de números de lote legítimos com alterações visíveis.
Riscos e recomendações
O uso de medicamentos falsificados pode comprometer o tratamento, causar progressão do câncer e aumentar o risco de morte, alertam especialistas. A OMS recomenda que profissionais de saúde comuniquem qualquer reação adversa inesperada, falha no tratamento ou defeito de qualidade às autoridades regulatórias nacionais. Lotes suspeitos ou falsificados devem ser reportados à própria organização.
No Brasil, o Ibrance tem alto custo. De acordo com a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), a menor dosagem do remédio pode chegar a R$ 10.182.