31 de julho de 2025
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PF vê relação próxima entre Bacellar, desembargador e cantor Belo em investigação

PF cita trocas de afeto e reunião na véspera de operação que apura vazamento de informações

Por Redação
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Os investigadores afirmam ainda que Bacellar e Judice Neto se encontraram pessoalmente na véspera da deflagração da Operação Zargun - Foto: Reprodução/Redes sociais e Alerj

A Polícia Federal apontou indícios de uma relação de proximidade entre o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil), o desembargador Macário Ramos Judice Neto e o cantor Belo, que teria sido usada para alinhamentos prévios a operações policiais. A conclusão consta na decisão que embasou a segunda fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (16).

Segundo a PF, mensagens interceptadas revelam trocas frequentes de declarações de afeto e confiança entre Bacellar e o desembargador, além da participação do cantor como elo entre os investigados. Para os investigadores, o teor das conversas indica intimidade suficiente para o compartilhamento de informações sensíveis.

Em mensagens enviadas em outubro de 2025, Bacellar se refere a Judice Neto como “irmão de vida”, enquanto o magistrado responde sugerindo ligação telefônica e afirmando que a conversa foi positiva. As comunicações, de acordo com a PF, reforçam a hipótese de alinhamento prévio entre os dois.

A investigação também destaca a amizade entre Bacellar e Belo. Em diálogos registrados em agosto, o cantor envia mensagens como “eu te amo” e “beijos para você e para nossa família”, recebendo respostas igualmente afetuosas. Para a PF, a frequência e o conteúdo das mensagens reforçam a proximidade entre eles e a ligação com o desembargador.

Os investigadores afirmam ainda que Bacellar e Judice Neto se encontraram pessoalmente na véspera da deflagração da Operação Zargun, em setembro, em uma churrascaria no Aterro do Flamengo. A PF sustenta que ambos estavam juntos quando mensagens sobre possível destruição de provas foram enviadas ao deputado.

A segunda fase da Operação Unha e Carne resultou na prisão preventiva do desembargador Macário Ramos Judice Neto e no cumprimento de mandados de busca e apreensão contra Bacellar, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A investigação apura o vazamento de informações sigilosas que teriam beneficiado integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.