Paraíba tem queda acentuada na gravidez na adolescência e aumento de mães após os 30, aponta IBGE
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A Paraíba apresenta uma mudança significativa no perfil da maternidade nas últimas duas décadas. Dados das Estatísticas do Registro Civil, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram uma forte queda nos nascimentos de mães adolescentes e um aumento expressivo de mulheres que têm filhos a partir dos 30 anos.
A participação de mães com até 19 anos caiu de 22,8% dos nascimentos em 2004 para 12,8% em 2024, uma redução de 10 pontos percentuais. Essa queda coloca a Paraíba acima da média nacional, embora abaixo da média do Nordeste. Em contrapartida, houve um crescimento notável na maternidade tardia: o grupo de mães entre 30 e 34 anos saltou de 12,9% para 20,7% no mesmo período, enquanto a faixa de 35 a 39 anos subiu de 6,3% para 13,5%.
Paralelamente à mudança no perfil das mães, o estado registrou uma diminuição de 1,9% no total de nascimentos entre 2023 e 2024, passando de 49.524 para 48.591 registros. Apesar da queda, a Paraíba teve a menor redução percentual entre todas as unidades da federação, em um cenário nacional onde a diminuição foi de 5,8%. A proporção entre os sexos dos recém-nascidos se manteve estável: 51,3% eram do sexo masculino e 48,7% do feminino.
O levantamento também aponta para um aumento de 6,4% no número de óbitos no estado em 2024, tendência observada em todo o país. Foram registrados 29.468 óbitos, representando um acréscimo de 1.772 em relação a 2023. A análise da série histórica (2004-2024) revela uma clara tendência de envelhecimento da população falecida: a participação de pessoas com 60 anos ou mais subiu de 64% para 71,3% nesses vinte anos. Em sentido oposto, a proporção de óbitos de crianças e adolescentes com até 14 anos caiu de 7,2% para apenas 2,5% no mesmo período, refletindo possíveis avanços em indicadores de saúde infantojuvenil.