31 de julho de 2025
saúde íntima

Ficar sem calcinha faz mal? Ginecologista explica prós, contras e cuidados essenciais

Especialista da Febrasgo detalha que dormir sem a peça é benéfico, mas o uso diário depende do tipo de roupa

Por Redação
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Imagem ilustrativa - Foto: Freepik

Uma dúvida comum entre muitas mulheres é sobre a segurança de ficar sem calcinha no dia a dia. Enquanto algumas preferem o conforto da ausência da peça, outras questionam possíveis riscos. De acordo com a ginecologista Helena Von Eye Corleta, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a prática pode ser saudável, mas depende do contexto.

Dormir sem calcinha, por exemplo, é altamente recomendado. A médica explica que o hábito reduz a umidade e o calor na região vulvovaginal, criando um ambiente menos propício para a proliferação excessiva de microrganismos. “A abstenção de roupa íntima durante o sono favorece o fluxo de ar, facilitando a dessecação da pele”, afirma. O uso de peças sintéticas, por outro lado, pode elevar a temperatura local e favorecer irritações e infecções.

Para o dia a dia, a decisão de usar ou não calcinha deve considerar o tipo de roupa e o conforto individual. Segundo a especialista, vestimentas feitas de tecidos ásperos ou com costuras grossas na virilha podem causar fricção direta, levando a microlesões, assaduras ou dermatite. “Se o material não for respirável, pode reter umidade e neutralizar o benefício da ventilação, contribuindo para o supercrescimento fúngico”, esclarece. Portanto, ao optar por saias ou calças largas de tecidos naturais, como algodão ou linho, a ausência da calcinha se torna uma escolha pessoal segura.

A ginecologista afirma que não há evidências científicas de que ficar sem calcinha cause problemas à saúde genital. Pelo contrário, a redução do uso pode ser uma medida preventiva. As complicações geralmente estão ligadas ao uso de roupas inadequadas ou a hábitos de higiene incorretos. Um ponto de atenção é a secreção vaginal fisiológica, que, sem a barreira da calcinha, é absorvida diretamente pela roupa. Isso pode exigir trocas e lavagens mais frequentes das vestimentas.

Para quem deseja adotar a prática com mais frequência, a doutora Helena lista cuidados essenciais: preferir roupas de fibras naturais e respiráveis na área da virilha, evitar peças com costuras duras que causem atrito e higienizar calças, shorts ou leggings após cada uso para prevenir a reintrodução de bactérias. Em resumo, a chave está no bom senso: para roupas sintéticas ou justas, a calcinha de algodão ainda é a opção mais segura; para tecidos leves e soltos, a liberdade pode ser benéfica e confortável.