31 de julho de 2025
ECONOMIA

Inflação acelera para 0,18% em novembro, puxada por salto nas passagens aéreas

IPCA fecha mês pressionado por serviços, como avião e hospedagem; energia também sobe, enquanto alimentos seguem em queda

Por Redação
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No ano, índice acumula alta de 3,92% - Foto: Reprodução/Neofeed

A inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), acelerou para 0,18% em novembro, após ficar em 0,09% em outubro. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (10). No ano, o índice acumula alta de 3,92%, e, nos últimos 12 meses, ficou em 4,46%, ainda acima do centro da meta do Banco Central (3%).

O principal fator de pressão para cima veio do grupo de Transportes, especialmente das passagens aéreas, que tiveram uma forte alta de 11,9% no mês. Esse aumento ajudou a inflação de serviços – um ponto de atenção constante do Banco Central – a acelerar para 0,60%.

Outros serviços também pesaram no bolso do consumidor: a hospedagem subiu 4,09% no país, influenciada por altas locais, como em Belém (PA), devido aos preparativos para a COP-30. Além disso, a energia elétrica residencial ficou 1,27% mais cara em novembro, após reajustes tarifários em algumas concessionárias.

Em contrapartida, o grupo Alimentação e Bebidas registrou nova queda (-0,01%), com os preços dos alimentos em domicílio caindo pelo sexto mês seguido (-0,20%). Essa tendência de baixa ajuda a conter uma aceleração mais forte da inflação geral.

A divulgação do IPCA ocorre no mesmo dia em que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anuncia sua última decisão sobre a taxa básica de juros (Selic) do ano. A ampla expectativa do mercado é de que o Comitê mantenha os juros em 15% ao ano, observando a trajetória da inflação e os riscos ainda presentes, especialmente no segmento de serviços.

A autoridade monetária tem afirmado que manterá os juros no nível necessário pelo tempo que for preciso para garantir a convergência da inflação para a meta, com foco no centro do objetivo (3%) e não apenas no teto (4,5%).