31 de julho de 2025
175 absolvidos

Justiça arquiva maior investigação contra o PCC após prescrição; Marcola está entre os réus absolvidos

O dossiê detalhava a estrutura de comando do PCC, o fluxo de drogas e armas, planos de homicídios e um faturamento mensal estimado em R$ 10 milhões

Por Redação
Publicado em
Marcola - Foto: Reprodução

A maior investigação já conduzida pelo Ministério Público de São Paulo contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) foi encerrada sem condenações após a Justiça reconhecer a prescrição dos crimes. O processo, que denunciou 175 integrantes da facção – incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo – e reuniu milhares de provas ao longo de três anos e meio, foi extinto pela 2ª Vara de Presidente Prudente em 2 de dezembro deste ano.

A denúncia, apresentada em 2013, foi descrita como "o maior mapeamento da história do crime organizado no Brasil". O dossiê detalhava a estrutura de comando do PCC, o fluxo de drogas e armas, planos de homicídios e um faturamento mensal estimado em R$ 10 milhões. No entanto, sucessivos recursos, fragmentações da ação penal e discussões processuais fizeram com que o caso se arrastasse por mais de uma década, ultrapassando os prazos legais para punição.

Decisão judicial cita perda do prazo para punição pelo Estado


No despacho, a juíza responsável reconheceu que todos os crimes imputados estavam prescritos, considerando o tempo decorrido desde os fatos e o avanço do processo sem sentença. A decisão determinou a absolvição completa de todos os investigados, mencionando que, mesmo diante da gravidade dos fatos, o Estado perdeu o direito de punir.

A defesa de Marcola, por meio do advogado Bruno Ferullo, afirmou que a decisão "cumpre o que prevê o ordenamento jurídico", reforçando que a prescrição é uma garantia constitucional e não um favorecimento. O caso ilustra os entraves processuais que podem levar ao esvaziamento de ações penais de grande complexidade, mesmo com robustas evidências.