31 de julho de 2025
determinação judicial

Brasileira presa nos EUA, tia do afilhado da porta-voz da Casa Branca, terá liberdade condicional

Para ser solta, Bruna terá que pagar uma fiança de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 8,1 mil), e a expectativa é que ela deixe a custódia nesta terça-feira (9)

Por Redação
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Para ser solta, Bruna terá que pagar uma fiança de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 8,1 mil), e a expectativa é que ela deixe a custódia nesta terça-feira (9) - Foto: Reprodução/Instagram

Uma juíza de imigração dos Estados Unidos determinou, nesta segunda-feira (8), a liberdade condicional da brasileira Bruna Carolina Ferreira, presa desde 12 de novembro por violação das leis de imigração. Ela é mãe do sobrinho da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, figura de destaque no governo do presidente Donald Trump. Para ser solta, Bruna terá que pagar uma fiança de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 8,1 mil), e a expectativa é que ela deixe a custódia nesta terça-feira (9).

Bruna foi detida em Revere, Massachusetts, após permanecer nos EUA por 26 anos além do prazo permitido por seu visto de turista, que expirou em junho de 1999. O Departamento de Segurança Interna (DHS) também alegou que ela já havia sido detida por agressão, acusação que seu advogado, Todd Pomerleau, nega veementemente. “Bruna não tem histórico criminal nenhum... Não é uma criminosa nem uma imigrante ilegal”, afirmou o defensor, alegando que ela estava legalmente no país pelo programa DACA e em processo de obter o green card.

O caso ganhou notoriedade pela conexão familiar com Karoline Leavitt, que é madrinha do filho de Bruna. Segundo o Washington Post, a defesa do governo Trump não se opôs à soltura, concordando que a brasileira não representa perigo à sociedade nem risco de fuga. A porta-voz da Casa Branca não se manifestou publicamente sobre o assunto. A decisão judicial encerra, por ora, um mês de detenção de Bruna em um centro de processamento do ICE na Louisiana.