Indígenas da Comunidade Wassu Cocal voltam a interditar a BR-101 em Alagoas
Protesto em Joaquim Gomes é contra a liberação do suspeito de matar um indígena e ferir outro em novembro
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Atualizada as 08h00*
Pelo segundo dia consecutivo, indígenas da Comunidade Wassu Cocal interditaram a BR-101 nesta quinta-feira (4), no trecho que corta a aldeia em Joaquim Gomes, no interior de Alagoas. O protesto é contra a liberação do suspeito de atropelar e matar o indígena Charles José do Nascimento e ferir Carlos Henrique, que segue internado. O acidente ocorreu no último dia 8 de novembro.
Na manifestação de quarta-feira (3), Marcos do Nascimento, irmão da vítima, afirmou que a comunidade cobra a prisão do motorista. Ele criticou a demora, alegando que o inquérito ainda não havia sido concluído após 25 dias do crime. Em resposta, a Polícia Civil informou, através do delegado Rubens Cerqueira, que o inquérito já foi concluído e que a representação pela prisão do condutor foi encaminhada ao Fórum de Joaquim Gomes, aguardando decisão judicial.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou a nova interdição da rodovia nesta quinta. Na véspera, a pista havia sido liberada por volta das 18h. O protesto bloqueia a BR-101 nos dois sentidos, causando transtorno ao tráfego na principal via do estado, enquanto a comunidade exige celeridade na Justiça.
Desvios recomendados pela PRF:
- BR-104, no trecho entre União dos Palmares e Caruaru.
- AL-101, pela faixa litorânea.
As equipes da PRF seguem no local para monitorar a situação e orientar os motoristas. Não há previsão de liberação da pista enquanto o protesto persistir.
