31 de julho de 2025
MACEIÓ

Em meio a risco de reprovação de contas, ex-secretário de Dantas ameaça mesa diretora da Câmara com ação judicial

Vereador solicita na Justiça documentos sobre terceirizados da Casa. Contas de sua gestão (2018-2020) são alvo de parecer contrário na Comissão de Finanças

Por Redação
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Rui Palmeira pode ter contas da época que era prefeito reprovadas - Foto: Reprodução

A situação do vereador e ex-secretário do governador Paulo Dantas (MDB)Rui Palmeira (PSD), tornou-se crítica na Câmara Municipal de Maceió. Com um parecer técnico desfavorável e sem apoio político suficiente, o ex-prefeito está prestes a ter suas contas reprovadas pelo plenário, referentes à sua gestão à frente da prefeitura entre 2018 e 2020.

Em uma tentativa de reverter o cenário, Rui Palmeira ingressou com uma ação na Justiça solicitando que a mesa diretora da Câmara disponibilize, no prazo de 10 dias, documentos sobre a contratação de servidores terceirizados do legislativo municipal. A medida é vista como uma retaliação ou uma tentativa de pressionar a direção da Casa.

A análise está a cargo da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira, composta pelos vereadores Samyr Malta, Caio Bebeto e Neto Andrade. Técnicos do legislativo identificaram inconsistências que pesam contra a aprovação, com destaque para suspeitas de descumprimento do investimento mínimo obrigatório em Educação (25% da receita municipal), o que configuraria violação à Constituição e à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Nos bastidores, a avaliação é de que Rui Palmeira vive um isolamento político crescente. Antigos aliados estariam se distanciando do caso, e integrantes da mesa diretora afirmam que não há espaço para reversão. Parlamentares relatam que o ex-prefeito perdeu capacidade de articulação justamente no momento mais crítico.

O processo segue para debates e audiências públicas, com os vereadores analisando os documentos e os pareceres prévios do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE-AL), antes da votação final em plenário. A reprovação das contas representaria um reves político significativo para o ex-gestor, que já foi uma das principais lideranças de Alagoas.