31 de julho de 2025
reação

Eduardo Bolsonaro vê com "otimismo" ligação entre Trump e Lula

Deputado, que negociou tarifas, comenta conversa sobre comércio e sanções; Lula pede redução de taxas sobre produtos brasileiros e Trump classifica diálogo como "ótimo"

Por Redação
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Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) - Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu com "otimismo" à notícia do telefonema ocorrido nesta terça-feira (4) entre o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Em publicação no X (antigo Twitter), o parlamentar afirmou que um diálogo franco entre os países pode abrir caminhos importantes, desde que guiado por princípios claros.

O contato entre os líderes foi marcado por discussões comerciais. De acordo com um comunicado do Palácio do Planalto, Lula elogiou a decisão americana de retirar a tarifa adicional de 40% sobre produtos como carne e café, mas voltou a pedir que Trump reduza outras tarifas ainda vigentes contra exportações brasileiras. O presidente brasileiro destacou a necessidade de avançar rapidamente nessas negociações.

Do lado americano, Trump declarou que teve uma "ótima conversa" com Lula, abordando temas como comércio e sanções. As sanções mencionadas referem-se, em parte, à aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e à revogação de vistos de outras autoridades brasileiras, medidas relacionadas a julgamentos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA e atuou como um dos negociadores das tarifas, ponderou que sanções "nunca são um fim em si mesmas", mas instrumentos legítimos para corrigir violações graves. Ele expressou confiança na liderança de Trump para buscar um entendimento que proteja os interesses estratégicos dos EUA e, ao mesmo tempo, reconheça a "urgência da restauração das liberdades civis e do Estado de Direito para o povo brasileiro".

O deputado concluiu enfatizando que, em sua opinião, qualquer avanço nas relações bilaterais depende de enfrentar o que chamou de "atual crise institucional do Brasil" e de reafirmar a liberdade como um fundamento essencial entre nações democráticas.

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