31 de julho de 2025
Futebol

Thiago Galhardo rompe silêncio e detona gestão do Santa Cruz

Atacante critica atrasos, quebra de acordos e dispara contra presidente Bruno Rodrigues durante evento no Recife

Por Redação
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Thiago Galhardo rompe silêncio e detona gestão do Santa Cruz - Foto: Divulgação

O atacante Thiago Galhardo voltou a expor, nesta terça-feira (2), os bastidores turbulentos de sua saída do Santa Cruz. Durante participação no Confut Nordeste 2025, no Recife, o jogador detalhou os motivos que o levaram a pedir rescisão indireta na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e fez críticas contundentes à direção do clube. Em meio ao desabafo, sobrou até para o presidente Bruno Rodrigues: “Sempre tem um bobo da corte querendo ser rei”, disparou.

Antes do evento, Galhardo já havia publicado uma nota oficial afirmando que a ruptura com o Santa Cruz se deu por “quebra de confiança” e “inadimplência de obrigações básicas”. Segundo ele, no momento em que acionou o clube, havia dois meses de salários atrasados, dois meses de direitos de imagem, um mês de moradia pendente, falta de repasse ao empresário e FGTS não recolhido — dívidas que, somadas, ultrapassariam R$ 3 milhões.

O atacante relatou ter buscado dialogar com o investidor Iran Barbosa, com o presidente Bruno Rodrigues e com o CEO Pedro Henriques, mas afirma que nenhuma solução concreta foi apresentada. Ele relembrou que avisou à diretoria que não se reapresentaria caso os débitos não fossem quitados, mas recebeu apenas promessas não cumpridas.

Durante a fala, Galhardo também rebateu declarações recentes de Bruno Rodrigues e disse que o dirigente mudou de postura sobre seu papel no elenco ao longo da temporada. “Ontem ele falou besteira. Disse que eu não fazia parte dos planos, mas dois meses atrás me chamava de imprescindível”, criticou. “E ainda colocou a comissão técnica no meio, quando todo o planejamento foi construído comigo.”

O atacante comparou o ambiente no Arruda ao que viveu no Vasco, destacando que, para ele, os problemas não são proporcionais ao tamanho dos clubes, mas à forma como são administrados: “Já passei por duas situações judiciais em clubes enormes: Vasco e Santa Cruz. O que falta é gestão. Sempre aparece um bobo da corte querendo ser rei.”

Galhardo ainda revelou ter custeado passagens aéreas para colegas sem condições de retornar ao Recife após o período de folga e disse que não aceita acordo parcial: só deixa a disputa judicial quando o clube quitar toda a dívida.

Outro ponto forte do depoimento foi a crítica a um atleta do elenco — cujo nome ele não revelou — acusado de falar mal de companheiros e vazar situações internas. “Já dei detalhes suficientes. Quem vende a palavra é pior ainda. Espero que seja mais homem com a família e com quem defende ele no dia a dia”, desabafou.

Mesmo com a rescisão reconhecida, Galhardo afirma que permanece aguardando a execução judicial. O Santa Cruz e a SAF que administra o futebol do clube discutem internamente os impactos da decisão. A Cobra Coral S.A já anunciou que assumirá todos os passivos assim que a estrutura societária estiver formalmente implementada.