31 de julho de 2025
clima de tensão

Impasse político adia análise da LDO de 2026 e prolonga incerteza no Congresso

CMO posterga votação por 24 horas, enquanto crise entre Legislativo e governo trava avanço do Orçamento

Por Redação
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Regimentalmente, o recesso parlamentar só pode começar em 23 de dezembro após a aprovação da LDO - Foto: Fabio Rodrigues /Agência Brasil

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) adiou, nesta terça-feira (2/12), a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. O recuo ocorre em meio ao clima de tensão entre o governo federal e o Congresso, marcado pelo desgaste recente entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o Palácio do Planalto.

Segundo o presidente da comissão, senador Efraim Filho (União Brasil-PB), o pedido de adiamento partiu do relator da LDO, deputado Gervásio Maia (PSB-PB). “Os pedidos de destaques avançaram bastante, mas é necessário prazo de 24 horas para que o relator incorpore as emendas ao texto”, afirmou.

A expectativa é de que a CMO delibere sobre a proposta nesta quarta-feira (3/12). No entanto, apurações indicam que ainda não há definição sobre quando o texto seguirá para votação em sessão conjunta do Congresso Nacional.

O impasse prolonga o atraso na agenda legislativa e pressiona o planejamento do Executivo. Regimentalmente, o recesso parlamentar só pode começar em 23 de dezembro após a aprovação da LDO. Na prática, porém, o Congresso costuma adotar o chamado “recesso branco”, espécie de pausa informal, caso o texto não seja votado até o fim do ano.