Moraes mantém prisão de condenado por bomba no aeroporto de Brasília em 2022
Ministro do STF vê risco de réu cometer novos crimes; Alan Diego fugiu após atentado frustrado e só foi preso em MT. Caso envolve tentativa de golpe
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes manteve, nesta terça-feira (30), a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, condenado por instalar uma bomba em um caminhão-tanque nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília na véspera de Natal de 2022.
Na decisão, Moraes afirmou que há um "risco concreto da reiteração delitiva", destacando que o réu fugiu de Brasília logo após o atentado frustrado e só foi preso em junho de 2025, em Mato Grosso. "Há, portanto, fortes e graves indícios do risco concreto da reiteração delitiva", escreveu o ministro.
O caso, inicialmente julgado como explosão e incêndio, foi encaminhado ao STF para análise de crimes contra o Estado Democrático de Direito. Em dezembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou Alan Diego réu por crimes mais graves: tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e associação criminosa armada.
De acordo com as investigações, Alan Diego confessou ter recebido o artefato explosivo no acampamento golpista em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília.
Outros dois homens foram condenados no mesmo episódio. Wellington Macedo de Souza (blogueiro): Condenado a 6 anos por planejar o atentado e dar carona a Alan e George Washington de Oliveira Sousa, que admitiu comprar o arsenal usado, incluindo explosivos e munições.
Em outubro, Moraes já havia negado um primeiro pedido de soltura da defesa. Na nova decisão, reforçou a "necessidade de resguardar a ordem pública e da instrução criminal", não havendo, segundo ele, fatos novos que justifiquem a liberdade do acusado. O réu permanecerá preso enquanto o processo segue seu curso no Supremo.