Cármen Lúcia cutuca golpistas e compara ditadura a “erva daninha que precisa ser arrancada”
As declarações vêm na mesma semana em que o Supremo determinou o início do cumprimento das penas dos condenados pelo Núcleo 1 da tentativa de golpe - incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro
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A ministra Cármen Lúcia, do STF, não economizou nas metáforas ao defender a democracia durante um evento no Rio, neste sábado (29). Para ela, ditadura é “erva daninha”: nasce do nada, espalha-se rápido e, se não for arrancada todos os dias, sufoca tudo ao redor.
As declarações vêm na mesma semana em que o Supremo determinou o início do cumprimento das penas dos condenados pelo Núcleo 1 da tentativa de golpe — grupo que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.
Cármen Lúcia lembrou documentos que falavam em “neutralizar” ministros do Supremo. E ironizou quem minimiza o golpe: “Se tivessem conseguido, eu estava era presa, não aqui falando de literatura”.
A ministra disse que a primeira vítima de uma ditadura é a Constituição e que defender a democracia é um trabalho diário. Também destacou a importância de espaços culturais, como a Fundação Casa de Rui Barbosa, para aproximar o debate político da sociedade.
Os réus do esquema golpista foram condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado — além de ficarem inelegíveis por oito anos.