Bolsonaro completa uma semana preso com rotina de visitas e cuidados médicos
Ex-presidente cumpre prisão preventiva em Brasília; celas têm ar-condicionado, TV e banheiro privativo, e rotina inclui banhos de sol e refeições enviadas por Michelle
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa, neste sábado (29), sua primeira semana de detenção na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Brasília. Preso preventivamente desde a manhã do dia 22 de novembro por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro deixa para trás o regime domiciliar – que vigorava desde 4 de agosto por descumprimento de medidas cautelares – e passa a viver uma rotina carcerária sob custódia federal.
A decisão pela prisão preventiva foi tomada após a PF alertar ao STF sobre um suposto risco de fuga. De acordo com as investigações, houve uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica e a realização de uma vigília por apoiadores, fatores que motivaram Moraes a endurecer a medida cautelar.
Desde então, a rotina do ex-presidente na unidade da PF tem incluído visitas de familiares, assistência médica e hábitos como banhos de sol de até duas horas. Logo nos primeiros dias, o ex-mandatário recebeu a visita do aliado Hélio Negão, que orou por ele em frente ao prédio, e de sua esposa, Michelle Bolsonaro, que retornou de viagem para vê-lo. Seguranças do ex-presidente também levaram uma caixa com medicamentos.
A cela onde Bolsonaro está detido dispõe de ar-condicionado, frigobar, cama de solteiro, televisão e banheiro privativo. Sua alimentação tem sido reforçada com refeições particulares enviadas por Michelle. Após imagens do ex-presidente na recepção do prédio serem veiculadas pela imprensa, a PF instalou películas espelhadas nas portas de vidro para preservar a privacidade do local.
Além de Michelle, Bolsonaro recebeu a visita de três de seus filhos – Flávio, Carlos e Jair Renan –, que, ao saírem do local, relataram à imprensa que o pai “estava muito mal e com crises de soluços”. Advogados do ex-presidente também têm acesso regular ao cliente, acompanhando de perto as condições em que ele cumpre a prisão.