31 de julho de 2025
Aviação em alerta

Airbus determina recall de 6 mil aviões A320 após falha crítica; saiba detalhes

Problema ligado ao controle de voo envolve radiação solar e afeta operações de companhias no mundo todo

Por Redação
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Airbus determina recall de 6 mil aviões A320 após falha crítica; saiba detalhes - Foto: Reprodução

A Airbus determinou que mais de 6 mil aeronaves da família A320 passem por atualização imediata após identificar uma falha no sistema de controle de voo. A recomendação inclui a suspensão temporária das operações para os modelos equipados com o software defeituoso.

Em comunicado, a fabricante reconheceu que a medida deve provocar atrasos e cancelamentos, mas afirmou que a segurança continua sendo prioridade. O alerta foi emitido depois que um A320 da JetBlue, que voava de Cancún para Newark em 30 de outubro, precisou realizar um pouso de emergência em Tampa (EUA).

A investigação apontou que a intensa radiação solar pode corromper dados essenciais do sistema de controle — responsável por comandos de profundor e aileron. O dispositivo afetado é o ELAC (Elevator Aileron Computer), fabricado pela Thales. A empresa, porém, afirmou que o software relacionado ao problema não é de sua responsabilidade.

A Airbus informou que a atualização do software deve levar apenas algumas horas na maior parte das aeronaves. Porém, cerca de mil jatos precisarão trocar parte do hardware, um processo que pode levar semanas.

Companhias como American Airlines e Iberia confirmaram que já iniciaram as atualizações. A United afirmou não ter sido afetada. Segundo a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), todas as operadoras foram notificadas.

O A320 é o avião comercial mais vendido do mundo, tendo ultrapassado o Boeing 737 em entregas totais no fim de setembro.

No Brasil

As aeronaves da família A320 são usadas no Brasil por Latam e Azul. A Azul informou ao g1 que nenhum de seus aviões desse modelo está incluído no programa de recall anunciado pela Airbus.

A Latam também afirmou que as aeronaves que operam no país não foram afetadas. Segundo a companhia, apenas algumas unidades de suas afiliadas na Colômbia, Chile e Peru estão sujeitas ao procedimento, e qualquer eventual impacto operacional será comunicado aos passageiros.