31 de julho de 2025
Manifestação

Justiça mantém júri popular para empresário acusado de matar PM atropelada em Arapiraca

A nova manifestação do Judiciário, publicada nesta sexta-feira (28), rejeitou todos os recursos da defesa.

Por Redação
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Recurso da defesa de Edson Lopes da Rocha é rejeitado; magistrado afirma que há provas suficientes para julgamento por homicídio doloso. - Foto: Arquivo/TNH1

A Justiça de Alagoas manteve a decisão que leva o empresário Edson Lopes da Rocha a júri popular pelo atropelamento que matou a policial militar Cibely Barboza Soares, em outubro de 2023, na AL-220, em Arapiraca. A nova manifestação do Judiciário, publicada nesta sexta-feira (28), rejeitou todos os recursos da defesa.

Os advogados haviam apresentado embargos alegando omissões, contradições e obscuridades na decisão de pronúncia — fase que determina se há indícios suficientes para julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa também tentou reverter a acusação para homicídio culposo, afastando a possibilidade de dolo eventual.

O juiz Alberto de Almeida, da 5ª Vara da Comarca de Arapiraca, negou integralmente os pedidos. Para o magistrado, não existe vício a ser corrigido, e a decisão anterior foi clara ao demonstrar que é o Conselho de Sentença quem deve analisar, em profundidade, a conduta do réu — inclusive sobre a existência de dolo. Ele ressaltou ainda que há “provas robustas” que justificam o envio do caso ao júri.

Com o trânsito em julgado da decisão, defesa e Ministério Público terão cinco dias para indicar as testemunhas que irão depor no julgamento, além de apresentar documentos e pedir diligências. A data do júri ainda não foi marcada.

O caso

A policial Cibely Soares e o marido, também PM, Gheymison do Nascimento, pedalavam quando foram atingidos por uma caminhonete preta. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. O marido sobreviveu após dias internado e foi homenageado ao deixar o Hospital de Emergência do Agreste.

O motorista do veículo foi identificado como o empresário Edson Lopes, que prestou depoimento e responde ao processo em liberdade. Ele nega ter consumido álcool e afirma que não viu os ciclistas na via.