31 de julho de 2025
um plano

PL articula para votar anistia a bolsonaristas na ausência de Hugo Motta da Câmara

A estratégia prevê que o vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (PL-RJ), coloque o tema em pauta quando assumir interinamente o comando

Por Redação
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A estratégia prevê que o vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (PL-RJ), coloque o tema em pauta quando assumir interinamente o comando - Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Partido Liberal (PL) mantém um plano para tentar votar o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro aproveitando ausências do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A estratégia prevê que o vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (PL-RJ), coloque o tema em pauta quando assumir interinamente o comando.

Segundo apuração do Metrópoles, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, chegou a ligar para Côrtes durante a COP30 em Belém, cobrando a votação. Na ocasião, o vice recusou, argumentando não poder "atropelar" a pauta deixada por Motta. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), também pressionou pessoalmente o colega de partido, sem sucesso.

O projeto sofre resistência no Congresso, com o relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP) defendendo como alternativa o "PL da Dosimetria", que prevê penas mais brandas em vez de anistia. Aliados de Motta afirmam que ele evita pautar o tema por entender não haver apoio suficiente para aprovação e por buscar evitar novas polêmicas no final do ano legislativo.

Em agosto, Altineu Côrtes havia prometido publicamente que pautaria a anistia na primeira oportunidade em que assumisse a presidência interina. No entanto, mesmo com duas oportunidades concretas - durante a viagem de Motta à COP30 e uma viagem cancelada ao Vaticano nesta semana -, o vice-presidente recuou sob alegação de compromissos prévios com a pauta estabelecida.

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