31 de julho de 2025
ECONOMIA

Alagoas padece e tem um dos piores índices do Brasil em emprego e desalento, diz IBGE

Estado tem 25% da população subutilizada e 7,8% em desalento; Nordeste concentra piores indicadores do mercado de trabalho nacional

Por Redação
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Alagoas registra 25% de taxa de subutilização, o quarto pior índice do país. - Foto: Reprodução

Apesar da queda no desemprego nacional no terceiro trimestre de 2025, Alagoas segue figurando entre os estados com os piores indicadores do mercado de trabalho no Brasil e empurrando o Brasil para trás. Os dados fazem parte da PNAD Contínua Trimestral, divulgada pelo IBGE, e reforçam a persistência de desigualdades estruturais que há décadas impactam o desenvolvimento econômico em terras Caetés.

Alagoas registra 25% de taxa de subutilização, o quarto pior índice do país. Isso significa que um quarto da população ativa está desempregada, trabalha menos horas do que gostaria ou está disponível para trabalhar, mas não encontra oportunidades.

A marca coloca o estado atrás apenas de Piauí (29,1%), Sergipe (26,5%) e Bahia (26,2%), reforçando o peso da crise estrutural que atinge a região Nordeste.

Outro dado que acende alerta é o desalento, quando a pessoa abandona a busca por trabalho por falta de perspectivas. Alagoas tem 7,8% de sua força de trabalho em desalento, o terceiro maior número do país. Fica abaixo apenas de Maranhão (9,3%) e Piauí (7,9%).

Esse contingente representa milhares de pessoas que, por não enxergarem oportunidades reais, deixam de procurar emprego, contribuindo para a deterioração social e econômica do estado.

Além dos trabalhadores formais, o Nordeste reúne 7 milhões de informais e 5,5 milhões de autônomos. Esse cenário puxa para baixo o salário médio regional, que é de R$ 2.400, muito inferior ao registrado no Sudeste (R$ 3.900) e Sul (R$ 4.000).

A fragilidade econômica se reflete na dependência de transferências federais. No Nordeste, 8,7 milhões de famílias recebem o Bolsa Família, e 2,3 milhões de pessoas vivem do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Alagoas figura entre os estados proporcionalmente mais dependentes desses recursos.

Apesar de pequenas oscilações positivas ao longo das últimas décadas, o peso econômico do Nordeste caiu nos últimos anos, chegando novamente a 13,8% do PIB entre 2021 e 2023. O PIB per capita da região é de R$ 27.680, metade da média nacional. Alagoas, entretanto, segue abaixo disso.