31 de julho de 2025
sintéticos

Servidor do Judiciário é alvo de operação por chefiar tráfico de tráfico de ecstasy, LSD e loló

As investigações apontam que ele mantinha contato constante com um fornecedor de Cuiabá que hoje está no Paraguai

Por Redação
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As investigações apontam que ele mantinha contato constante com um fornecedor de Cuiabá que hoje está no Paraguai - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (26), a Operação Vertigem, que desmontou um esquema de tráfico de drogas sintéticas comandado, segundo as investigações, por um servidor do Poder Judiciário. Ele atuava na venda de ecstasy, MDMA, LSD, loló e lança-perfume, além de organizar rateios entre clientes de alto poder aquisitivo em Cuiabá.

O servidor já havia sido identificado em 2023, durante a Operação Doce Amargo, quando policiais encontraram eletrônicos e documentos que indicavam sua participação direta no tráfico. A partir daí, a Denarc aprofundou as diligências e mapeou toda a rede que abastecia festas privadas e grupos selecionados da capital.

As investigações apontam que ele mantinha contato constante com um fornecedor de Cuiabá que hoje está no Paraguai, de onde as drogas eram enviadas sob encomenda para Mato Grosso. O servidor, além de revender, articulava compras coletivas para dividir carregamentos e ampliar os lucros, conectando consumidores de diferentes círculos sociais.

Para desmantelar o esquema, a Justiça expediu 17 ordens judiciais: nove mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, cumpridos em Cuiabá e no Rio de Janeiro. A operação integra a Renorcrim, rede nacional que articula investigações contra organizações criminosas em todos os estados.

A Polícia Civil segue analisando o material apreendido para identificar novos envolvidos e avançar na responsabilização do grupo.