Jornalista ironiza prisão de Bolsonaro e resgata ofensas de 11 anos atrás: "O mundo capota"
Manuela Borges, chamada de "idiota" e "analfabeta" por Bolsonaro em 2014, gravou vídeo em frente à PF com resposta histórica: "Sim, aqui na Polícia Federal"
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Em um desfecho considerado histórico por muitos nas redes sociais, a jornalista Manuela Borges reagiu à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro com ironia fina, resgatando ofensas que sofreu dele há mais de uma década. Em vídeo gravado em frente à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde Bolsonaro está preso, a profissional respondeu a uma provocação feita pelo político em 2014.
A história remonta a mais de 10 anos, quando Bolsonaro era deputado federal pelo Rio de Janeiro. Durante uma entrevista, Manuela perguntou: "Quer dizer que não houve o golpe de 1964?". A pergunta foi suficiente para fazer o parlamentar "surtar", como ela mesma descreveu.
"Você é uma idiota, você é uma ignorante. Você tá querendo impor a sua verdade pra cima de mim. Eu tô cagando e andando pra você", disparou Bolsonaro na época. Quando a jornalista respondeu "O senhor vai responder por isso", ele retrucou com deboche: "Criminalmente?".
Nesta terça-feira (25), diante da sede da PF, Manuela Borges devolveu a ironia: "Sim, aqui na Polícia Federal", declarou, em referência direta ao diálogo de 2014.
Em publicação no Instagram, a jornalista, que na época trabalhava na RedeTV! e hoje atua no portal ICL Notícias, comentou a coincidência histórica: "Onze anos atrás a pergunta que fiz para o então deputado de baixíssimo clero foi sobre o golpe de 1964. Quem imaginaria que essa criatura se tornaria presidente do Brasil? E seria condenado justamente por liderar um golpe de Estado?".
A postagem teve centenas de comentários apoiando a jornalista. Seguidores escreveram frases como "Parabéns pela coragem e determinação. Que ele pague pelos crimes cometidos" e "Tem vídeos que envelhecem melhor que vinho". Outro usuário ressaltou: "Vai pagar por tudo que fez e falou. Não é castigo, é a lei do retorno".
O episódio ganhou grande repercussão nas redes sociais, onde usuários destacaram o caráter simbólico da situação - o ex-presidente que xingou uma jornalista por questionar sobre um golpe agora responde criminalmente por liderar uma tentativa de golpe de Estado.