Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, é preso por envolvimento na trama golpista
Ele foi condenado a 24 anos de prisão por crimes contra a democracia; segundo MPF, ele teria colocado recursos da Marinha à disposição de Bolsonaro
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O ex-comandante da Marinha Almir Garnier foi preso nesta terça-feira (25) em uma instalação militar em Brasília, após ser condenado a 24 anos de reclusão em regime fechado por seu envolvimento na trama golpista que visava derrubar a ordem democrática. A detenção ocorre no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou o trânsito em julgado do processo que condenou também o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Garnier foi considerado culpado por crimes como participação em organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, ataque ao Estado Democrático de Direito e destruição de patrimônio público, incluindo bens tombados. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o ex-comandante foi o único chefe das Forças Armadas que aderiu efetivamente às articulações golpistas, colocando recursos humanos e operacionais da Marinha à disposição de Bolsonaro para apoiar o plano de ruptura institucional.
A prisão de Garnier representa mais um capítulo no desfecho judicial dos envolvidos no chamado "núcleo central" da tentativa de golpe de 2022. Com o trânsito em julgado decretado pelo ministro Alexandre de Moraes, todos os condenados no processo - incluindo Bolsonaro, Garnier e outros militares - começam agora a cumprir suas penas em regime fechado.