Hugo Motta busca apoio no STF para votação de projeto que reduz penas de condenados do 8 de janeiro
Presidente da Câmara inicia rodada de conversas com ministros do Supremo, mas anistia ampla está descartada
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), iniciou uma rodada de conversas com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para construir um consenso em torno da votação de um projeto que trata das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Após o rompimento com o PT, Motta avalia colocar o tema em pauta, mas busca evitar um novo desgaste institucional com o Supremo e o Senado.
De acordo com apuração, o plano em discussão não envolve uma anistia ampla - como defendem setores da direita - mas sim a redução das penas aplicadas aos envolvidos nos episódios golpistas. A estratégia de Motta é construir um acordo prévio que garanta a segurança jurídica da proposta e evite que o Senado rejeite o texto posteriormente, o que representaria um desgaste político para os deputados.
Duas leituras dominam o ambiente político em Brasília:
- Jogo de Poder no Senado: O presidente Davi Alcolumbre (União-AP) poderia usar a pauta como moeda de troca na disputa pela vaga no STF, buscando infligir uma derrota a Lula após o presidente ter preterido Rodrigo Pacheco na indicação de Jorge Messias.
- Clima Acirado: A prisão preventiva de Jair Bolsonaro, decorrente da violação da tornozeleira eletrônica, tornou o ambiente ainda mais polarizado, dificultando a construção de acordos.
Um ministro do STF, em condição de anonimato, alertou para a fragilidade desses consensos: "com os ânimos acirrados, os consensos até são construídos antes da votação, mas, depois, cada um volta ao seu discurso eleitoral".