31 de julho de 2025
BRASÍLIA

Jorge Messias inicia articulação decisiva por votos no Senado para vaga no STF

Advogado-geral da União buscará os 41 votos necessários em reuniões individuais com senadores

Por Redação
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Jorge Messias foi o nome indicado pelo presidente Lula para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O advogado-geral da União, Jorge Messias, inicia nesta semana a fase mais crítica de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF): a busca pelos 41 votos necessários no Senado Federal para confirmar seu nome. Após um fim de semana de contatos preliminares por telefone, Messias agora parte para o corpo a corpo direto com os senadores, em uma articulação que terá como prioridade a reaproximação com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

A articulação formal será coordenada pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que administrará resistências e organizará a agenda de reuniões. A avaliação no Planalto é de que a aprovação recente do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por margem mínima, acendeu um "alerta vermelho" sobre a necessidade de uma operação mais robusta e personalizada.

A intenção declarada da equipe de Messias é conversar com todos os 81 senadores, ouvindo resistências e ajustando o discurso para cada grupo político. O foco inicial será a aproximação institucional com Alcolumbre, que defendia Rodrigo Pacheco para a vaga e demonstrou incômodo com a escolha de Lula.

Messias, que é evangélico, deverá intensificar a aproximação com parlamentares do segmento, movimento que já conta com o apoio público da senadora Eliziane Gama (PSD-MA). Desde 2023, ele representa Lula na Marcha para Jesus e mantém diálogo frequente com lideranças evangélicas – trunfo considerado importante para reduzir resistências na direita.

Segundo levantamento do jornal O Globo, Messias chega à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sem maioria consolidada. Senadores de MDB e PSD – partidos-chave para a formação de base – declaram-se indecisos ou evitam antecipar posicionamento. Apenas parlamentares de PT, PSB e PDT são considerados votos seguros no governo.