31 de julho de 2025
evento

Projeto Arte Capoeira reúne 400 crianças da rede municipal de Maceió no Festival de Duplas

Projeto já beneficia mais de 2.580 estudantes e promove educação antirracista na orla da Pajuçara durante Semana da Consciência Negra

Por Redação
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O Festival de Duplas, integrado ao “Vamos Subir a Serra”, reforça o poder transformador da capoeira como ferramenta de educação, identidade e inclusão social, celebrando cultura - Foto: Edivaldo Florêncio

A orla da Pajuçara em Maceió se transformou em um grande palco de cultura e educação nesta sexta-feira (21) durante o Festival de Duplas do Projeto Arte Capoeira, iniciativa da Secretaria Municipal de Educação (Semed) que reuniu aproximadamente 400 crianças de 20 escolas municipais. O evento integrou a programação da 9ª edição do "Vamos Subir a Serra" e destacou o poder transformador da capoeira como instrumento pedagógico na rede pública de ensino.

Criado para inserir a capoeira no ambiente escolar, o projeto já beneficia mais de 2.580 estudantes e se prepara para iniciar sua quarta edição em 2026. De acordo com Mestre Besourão (Ivanildo Antônio), coordenador do Arte Capoeira, a iniciativa representa um marco no ensino da modalidade. "É um divisor de águas no ensino-aprendizagem da capoeira, que forma, informa e transforma vidas", afirmou o mestre, emocionado com os resultados alcançados.

A coordenadora da Educação Integral de Maceió, Claudiane Pimentel, enfatizou a importância da capoeira no desenvolvimento educacional e identitário dos estudantes. "Ela é esporte, cultura e identidade. Ajuda no resgate da consciência étnico-racial das nossas crianças", explicou, destacando que o trabalho realizado ao longo do ano cumpre a Lei 10.639 e promove uma educação antirracista através do estudo de conteúdos afro-brasileiros, seus ícones e história.

A subsecretária de Gestão Pedagógica da Semed, Tânia Almeida, ressaltou o simbolismo de realizar o festival durante a Semana da Consciência Negra. "É muito significativo. Hoje temos 400 crianças aqui, mas o projeto alcança cerca de 2 mil ao longo do ano", afirmou, acrescentando que a iniciativa fortalece a identidade étnico-racial das crianças em Maceió e Alagoas.

O testemunho da aluna Ana Clara Vieira, de 15 anos, da Escola João Sampaio, ilustra o impacto positivo do projeto. "Eu tinha crises de ansiedade e vivia brigando na escola. Depois que entrei na capoeira, tudo mudou. Minha ansiedade passou, meu comportamento melhorou e eu aprendi a respeitar", relatou a jovem, que hoje joga com responsabilidade e demonstra amor pela prática.

O festival consolida-se assim como uma ferramenta poderosa de transformação social, unindo educação, cultura e cidadania na capital alagoana.