Mais de 160 mil jovens pretos e pardos estão fora da escola e do mercado de trabalho em Alagoas
Dados do IBGE mostram que quase 30% dos alagoanos pretos e pardos entre 15 e 29 anos não estudam, não trabalham e nem fazem cursos de qualificação
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Alagoas tem cerca de 163 mil jovens pretos e pardos de 15 a 29 anos que não estudam, não trabalham e também não participam de cursos de qualificação profissional. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.
O contingente representa 29,6% dos 551 mil jovens pretos e pardos dessa faixa etária no estado. Na prática, quase três em cada dez estão afastados tanto da educação quanto do mercado de trabalho e de atividades de formação profissional.
Entre os jovens brancos, a situação também preocupa, mas em menor proporção. Dos 214 mil alagoanos brancos de 15 a 29 anos, cerca de 51 mil estavam nessa condição em 2025, o equivalente a 23,8% do total.
O levantamento aponta ainda que a maior parte dos jovens alagoanos que não estudam nem trabalham é formada por pretos e pardos. Dos 217 mil jovens identificados nessa situação no estado, aproximadamente 75% pertencem a esse grupo racial.
A pesquisa também detalha outros perfis. Entre os jovens pretos e pardos, 184 mil estavam empregados ou exerciam alguma atividade remunerada, mas não frequentavam escola nem cursos de qualificação. Outros 144 mil não trabalhavam, porém seguiam estudando ou participando de alguma formação profissional.
Já entre os jovens brancos, 69 mil estavam ocupados sem estudar ou se qualificar, enquanto 68 mil conciliavam a participação em atividades educacionais ou cursos com a ausência de ocupação profissional.
No cenário nacional, o percentual de jovens pretos e pardos fora da escola, do mercado de trabalho e da qualificação profissional chegou a 19,8% em 2025. Entre os jovens brancos, a taxa foi de 14%.
Apesar da redução observada nos últimos anos em todo o país, o levantamento do IBGE mostra que as diferenças raciais continuam refletindo no acesso à educação, à capacitação profissional e às oportunidades de inserção no mercado de trabalho.
Em âmbito nacional, 17,5% dos brasileiros entre 15 e 29 anos estavam fora da escola, sem ocupação e sem qualificação em 2025. Em 2019, esse índice era de 22,4%, indicando uma melhora gradual no período.