31 de julho de 2025
Crise financeira

Correios aprovam plano de reestruturação e preveem empréstimo de R$ 20 bilhões até o fim de novembro

Estatal aposta em crédito, corte de custos e modernização para recuperar liquidez após 12 trimestres de prejuízo

Por Redação
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A projeção da estatal é reduzir o déficit a partir de 2026 e retomar o lucro em 2027. - Foto: Marcelo Camargo /Correios

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos aprovou um plano de reestruturação para tentar reverter a crise financeira que já dura três anos consecutivos. A previsão é concluir, até o fim de novembro, a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões junto a um consórcio de bancos, medida considerada central para garantir liquidez e viabilizar a nova estratégia.

Segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (19), o plano se concentra em três eixos: recuperação financeira, consolidação do modelo operacional e crescimento estratégico. A proposta já havia sido antecipada pelo presidente da estatal, Emmanoel Rondon, em outubro, e agora recebeu aval dos conselhos da empresa.

Entre as iniciativas previstas para os próximos 12 meses estão o Programa de Demissão Voluntária, a redução de despesas com planos de saúde, a revisão da rede de atendimento que pode resultar no fechamento de até mil unidades deficitárias e a modernização da infraestrutura tecnológica e operacional. A estatal também planeja vender imóveis e monetizar ativos, com potencial estimado em R$ 1,5 bilhão, além de expandir serviços ligados ao comércio eletrônico.

Apesar dos cortes, os Correios afirmam que a universalização dos serviços postais permanece como “compromisso estratégico e social inegociável”. A empresa destaca que é o único operador capaz de atender todos os municípios do país, inclusive regiões remotas, distribuindo livros didáticos, materiais eleitorais e ajuda humanitária.

A projeção da estatal é reduzir o déficit a partir de 2026 e retomar o lucro em 2027. No entanto, especialistas apontam riscos, como a dependência de crédito em um cenário econômico incerto, a dificuldade de vender ativos e a pressão competitiva de empresas privadas do setor logístico.

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