31 de julho de 2025
período promocional

Black Friday deve injetar R$ 5,4 bilhões no varejo brasileiro, aponta CNC

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Por Redação
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Com a maior circulação de ofertas, aumentam também as tentativas de fraude - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Black Friday deste ano deve movimentar cerca de R$ 5,4 bilhões no comércio brasileiro, o maior volume já registrado para o período, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O valor representa alta de 2,4% em relação a 2024, já descontada a inflação.

De acordo com a CNC, o impacto é calculado considerando as vendas ao longo de todo o mês de novembro, comportamento que se consolidou no Brasil, onde o período promocional se estende muito além da sexta-feira oficial.

Setores que devem liderar o faturamento

  • Hiper e supermercados: R$ 1,32 bilhão
  • Eletroeletrônicos e utilidades domésticas: R$ 1,24 bilhão
  • Móveis e eletrodomésticos: R$ 1,15 bilhão
  • Vestuário e calçados: R$ 950 milhões
  • Farmácias e perfumarias: R$ 380 milhões
  • Livrarias, papelarias e itens de informática: R$ 360 milhões

Economia favorece, mas juros e endividamento limitam avanço

A CNC atribui o desempenho positivo a fatores como desvalorização do dólar, menor pressão inflacionária e melhora nos indicadores de emprego e renda. A taxa de desemprego, segundo o IBGE, caiu a 5,6%, o menor nível da série histórica iniciada em 2002.

Por outro lado, o crescimento das vendas poderia ser maior não fosse o alto custo do crédito, com juros de 58,3% ao ano nas operações livres para pessoas físicas, além do endividamento elevado, que atinge 30,5% das famílias. A concorrência com compras internacionais, cada vez mais comuns, também atua como freio.

Descontos: categorias com maior queda de preços

Monitoramento da CNC identificou potencial de redução superior a 5% em 70% das categorias acompanhadas. Os maiores descontos foram observados em:

  • Papelaria: 10,14%
  • Livros: 9,02%
  • Joias e bijuterias: 9,01%
  • Perfumaria: 8,20%
  • Utilidades domésticas: 8,18%
  • Higiene pessoal: 8,11%
  • Moda: 7,82%

Golpes aumentam: consumidores devem redobrar atenção

Com a maior circulação de ofertas, aumentam também as tentativas de fraude. A Senacon recomenda cuidados como verificar a reputação da loja, conferir políticas de entrega e reembolso e evitar promoções com descontos “irreais”.

Levantamento do Reclame Aqui mostrou que 63% dos consumidores têm dificuldade em identificar golpes produzidos com inteligência artificial, que incluem vídeos manipulados, vozes artificiais e perfis falsos com aparência profissional.