31 de julho de 2025
São Paulo

Policiais de SP fazem ato no centro e pressionam Tarcísio por reajuste e melhores condições de trabalho

Representantes de três forças cobram promessa de campanha e aguardam reunião com o governador na segunda-feira (24/11)

Por Rafaella Ramos
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Representantes de 23 entidades das polícias Civil, Militar e Penal - Foto:

Representantes de 23 entidades das polícias Civil, Militar e Penal realizaram um protesto na tarde desta terça-feira (18/11) no Largo São Francisco, no centro de São Paulo, em pressão direta ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ao secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP). As categorias reivindicam reajustes salariais e avanços estruturais que, segundo os líderes do movimento, foram prometidos durante a campanha, mas não cumpridos pelo governo.

A manifestação ocorreu horas após uma reunião entre os dirigentes das entidades e a cúpula da Segurança Pública, na sede da SSP. No encontro, o secretário em exercício, Osvaldo Nico Gonçalves, e o delegado-geral, Artur Dian, confirmaram que Tarcísio receberá o grupo na próxima segunda-feira (24/11). Para os servidores, apenas um compromisso direto do governador pode destravar temas parados há anos.

Entre as principais demandas, a Polícia Civil cobra a apresentação da nova Lei Orgânica, considerada essencial para reorganizar plano de carreira, jornada e prerrogativas da categoria. Já policiais militares e penais pressionam por um reajuste que, segundo eles, deveria ter sido concedido em 2023. “Segurança pública não se faz com discurso, mas com resultados”, afirmou o delegado André Santos Pereira, presidente da Adpesp e coordenador do fórum Resiste-PC, que reúne as entidades.

A orientação da Secretaria da Segurança para evitar discursos políticos gerou tensão no ato. Apenas Pereira falou no carro de som, o que provocou bate-boca entre o delegado e os deputados Delegado Palumbo (MDB) e Reis (PT), incentivados por policiais a participar. Após a manifestação, Palumbo criticou o governador e disse que, mesmo sendo aliado político, não pretende silenciar diante das condições atuais das corporações.

O movimento também destacou a união das três forças — 16 entidades da Polícia Civil, seis da PM e uma da Polícia Penal — algo considerado raro desde o início da gestão Tarcísio e Derrite, marcada por disputas internas entre corporações. “A integração é necessária e mostramos que ela é possível”, disse Pereira.

Para Fábio Jabá, presidente do Sindicato dos Policiais Penais, a reunião com Tarcísio será histórica. “Em 25 anos de serviço, nunca vi um governador receber a categoria. Precisamos de respostas claras sobre salários e estrutura. Ficamos fora do reajuste de 2023. A polícia penal continua sem estrutura completa. Esperamos retorno real na segunda-feira”, afirmou.

Os representantes das corporações afirmam que só após o encontro com o governador decidirão os próximos passos da mobilização.