31 de julho de 2025
BRASÍLIA

Diretor da PF afirma não haver evidências de conexão entre facções e grupos terroristas

Andrei Rodrigues disse em CPI do Senado que investigações não confirmam vínculos na Tríplice Fronteira

Por Redação
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Andrei avalia que suposta conexão é usada por pressão geopolítica - Foto: José Cruz/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado sobre crime organizado, nesta terça-feira (18), que as investigações da PF não confirmam a existência de conexões entre facções criminosas brasileiras e grupos considerados terroristas por alguns países.

"Nas investigações, de maneira concreta, eu não vejo esse cenário", declarou Rodrigues ao responder questionamento do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que citou a suposta presença de organizações terroristas na região da Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.

O diretor da PF complementou que, quando as investigações são aprofundadas, o cenário de cooperação entre facções brasileiras e grupos internacionais "não se confirma". Rodrigues observou ainda que essa narrativa "[...] é, muitas vezes, usada como fator de pressão geopolítica, na qual nós não vamos entrar".

O tema ganhou relevância após o governo dos Estados Unidos oferecer, em maio deste ano, uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levem à interrupção de mecanismos financeiros do Hezbollah na Tríplice Fronteira. A organização libanesa, considerada terrorista por Washington e seus aliados, mas não pelas Nações Unidas, mantém presença na região conforme alegações do Departamento de Estado norte-americano.

A declaração de Rodrigues na CPI contrasta com a visão de alguns setores internacionais e destaca a posição técnica da Polícia Federal baseada em evidências investigativas concretas sobre a atuação do crime organizado no país.