31 de julho de 2025
latrocínio

Cinco jovens são presos por assassinato de padre a facadas em MS

Vítima era da Diocese de Dourados; corpo foi encontrado enrolado em tapete após jovem de 17 anos confessar crime para roubar Jeep Renegade

Por Redação
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Padre havia desaparecido na sexta-feira (14) - Foto: Reprodução/Redes sociais

Em um caso chocante que abalou Mato Grosso do Sul, cinco jovens foram presos como suspeitos do assassinato do padre Alexsandro da Silva Lima, da Diocese de Dourados. O religioso, que estava desaparecido desde a sexta-feira (14), foi encontrado sem vida no sábado (15), oculto em um matagal. Seu corpo estava enrolado em um tapete e apresentava graves ferimentos na cabeça e no pescoço, evidenciando a violência do crime.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações foram impulsionadas pelo depoimento de um adolescente de 17 anos, que assumiu a autoria do homicídio. Em sua confissão, o menor detalhou que o crime foi planejado em conjunto com outro jovem adulto com o objetivo específico de roubar o Jeep Renegade do padre. O plano, segundo ele, era levar o veículo para o Paraguai. O adolescente também revelou a intenção de ficar com o celular da vítima e até mesmo ocupar a residência do pároco.

Três outros envolvidos foram presos sob a acusação de terem auxiliado na ocultação do crime. Eles não teriam participado diretamente do assassinato, mas, de acordo com os investigadores, ajudaram a limpar a cena do crime, a esconder o corpo e a levar objetos da casa do padre. Todos os itens roubados foram posteriormente recuperados pela polícia.

O desaparecimento do padre Alexsandro acionou o alerta quando membros da diocese notaram sua ausência em compromissos marcados para a noite de sexta-feira. A descoberta do crime se deu na manhã de sábado, quando uma funcionária encontrou a casa do religião totalmente revirada e em desordem. Pouco depois, familiares foram informados de que o celular do padre havia sido encontrado nas proximidades do campus do IFMS, pista crucial para as buscas.

Uma testemunha foi fundamental para o desfecho do caso, ao relatar à polícia que viu um Jeep Renegade circulando na região. O veículo foi localizado horas depois com quatro ocupantes: dois homens e duas adolescentes. Um dos adultos confessou imediatamente o roubo do carro e admitiu que o padre havia sido morto durante a ação. Os outros três ocupantes alegaram não saber que o veículo era produto de um latrocínio. A perícia no local do crime coletou provas contundentes, incluindo roupas sujas de sangue e outros indícios que confirmaram a residência do padre como o local do assassinato.