31 de julho de 2025
prevenção

Jovem desenvolve endocardite após colocar unhas em gel em procedimento sem esterilização

Paciente relatou que havia colocado unhas em gel dias antes do início dos sintomas

Por Redação
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A jovem permanece internada, em tratamento e com quadro estável - Foto: Brunno Afonso

Uma jovem de 20 anos foi diagnosticada com endocardite infecciosa, uma infecção rara e grave no coração, após apresentar febre persistente, dor de cabeça intensa e mal-estar contínuo. Ela passou por diferentes unidades de saúde de Alagoas até receber o diagnóstico no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA).

A investigação clínica começou quando a equipe identificou uma infecção nas unhas, acompanhada de escurecimento da pele. A paciente relatou que havia colocado unhas em gel dias antes do início dos sintomas. A partir dessa informação, os médicos confirmaram que a bactéria responsável pela infecção entrou no organismo durante o procedimento estético, realizado sem cuidados adequados de esterilização.

Segundo a médica Thays A’vila, o caso reforça a gravidade do problema. “A endocardite infecciosa ocorre quando microrganismos entram na corrente sanguínea e se instalam no coração. Isso pode acontecer a partir de pequenas feridas na pele ou mucosas. No caso dessa paciente, a infecção teve origem em um procedimento estético sem a devida esterilização dos materiais”, explica.

A endocardite é considerada rara, mas pode levar a complicações sérias. Os sintomas incluem febre persistente, fadiga, calafrios, dor muscular e manchas na pele. O tratamento requer internação e uso prolongado de antibióticos; em alguns casos, cirurgia cardíaca também pode ser necessária.

A médica reforça a importância da prevenção. “É fundamental escolher locais que sigam protocolos de higiene rigorosos. Instrumentos usados em manicures, pedicures e outros procedimentos devem ser esterilizados em autoclave para eliminar riscos de contaminação”, destaca.

A jovem permanece internada, em tratamento e com quadro estável. A identidade dela foi preservada a pedido da família. O caso acende um alerta para a necessidade de cuidados básicos de biossegurança em serviços de beleza, que fazem parte da rotina de grande parte da população, mas ainda representam risco quando realizados sem a higiene adequada.