31 de julho de 2025
investigados

Sessão da CPMI do INSS que ouviria ex-gestor e empresário é cancelada

Jucimar Fonseca, ex-coordenador do INSS, apresentou atestado médico, e o empresário Thiago Schettini conseguiu um habeas corpus para não comparecer

Por Reprodução
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Relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (D), durante reunião da comissão - Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A CPMI que investiga desvios no INSS cancelou a sessão marcada para esta segunda-feira (17) que ouviria dois dos principais investigados no suposto esquema de desvio de aposentadorias: o ex-coordenador de Pagamentos e Benefícios do Instituto, Jucimar Fonseca da Silva, e o empresário Thiago Schettini. Uma nova data para os depoimentos ainda não foi agendada, deixando as investigações parlamentares em suspense.

Jucimar Fonseca da Silva, alvo de 11 pedidos de convocação de deputados, é apontado em investigações da Polícia Federal como o gestor que teria autorizado e viabilizado operacionalmente os descontos irregulares em folhas de pagamento, mesmo diante de indícios claros de fraudes. Para evitar o depoimento, Silva apresentou um atestado médico à comissão, alegando estar impossibilitado de comparecer. A decisão foi tomada mesmo após uma junta médica oficial ter afirmado que ele estava em condições de prestar esclarecimentos.

O outro convocado, o empresário Thiago Schettini, suspeito de atuar como "facilitador" no esquema e de ter recebido recursos de Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", também não compareceu. Schettini recorreu à Justiça e obteve um habeas corpus que o liberou da obrigação de depor perante os parlamentares. O cancelamento dos dois depoimentos, considerados centrais para o andamento da CPI, representa um novo obstáculo no trabalho de apuração das supostas irregularidades dentro da Previdência Social.