Série de explosões em parque industrial na Argentina deixa ao menos 22 feridos e incêndio de grandes proporções
Incêndio atinge fábricas de produtos químicos, pneus e plásticos em Ezeiza; 40 equipes de bombeiros combatem chamas que alcançam 20 metros de altura
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Uma sequência de explosões de grande intensidade desencadeou um massivo incêndio no parque industrial Carlos Spegazzini, na província de Buenos Aires, na Argentina, na noite desta sexta-feira (14). O incidente deixou pelo menos 22 feridos e provocou cenas de caos na região, com o impacto da primeira explosão sendo forte o suficiente para destruir janelas em um raio de quatro quilômetros.
De acordo com o prefeito de Ezeiza, Gastón Granados, o fogo já consumiu várias indústrias, incluindo uma de produtos agrícolas e fertilizantes, uma fábrica de pneus, uma de papéis e outra de embalagens plásticas. "Houve uma explosão muito grande no parque industrial. Os bombeiros estão tentando entrar, mas não conseguem devido ao número de explosões", relatou o prefeito, destacando a dificuldade no controle das chamas.
Cerca de 40 equipes do Corpo de Bombeiros trabalham no local com apoio de dois helicópteros, mas até as 2h da manhã deste sábado (15) o incêndio ainda não havia sido controlado. As chamas, que alcançam aproximadamente 20 metros de altura, se espalharam para depósitos e imóveis residenciais próximos, obrigando a evacuação de moradores da região.
O chefe da Defesa Civil de Buenos Aires, Fabián García, alertou que o incêndio deve se prolongar por toda a noite e recomendou que moradores de áreas próximas permaneçam em casa com janelas fechadas devido à queda de cinzas e ao risco de inalação de fumaça tóxica. Trabalhadores relataram que a fumaça tinha forte odor químico.
Apesar da proximidade do Aeroporto Internacional de Ezeiza - principal terminal aéreo do país, localizado a cerca de 20 quilômetros do epicentro do incêndio -, as autoridades confirmaram que as operações não foram afetadas. A Aeropuertos Argentina 2000, administradora do aeroporto, afirmou que "a coluna de fumaça é visível, mas as operações não foram impactadas".
As causas iniciais do incidente ainda são desconhecidas. Embora tenha circulado a hipótese de que uma queda de aeronave pudesse ter desencadeado as explosões, o prefeito Granado descartou completamente essa possibilidade. O jornal Clarín informou que o incêndio teria começado em um armazém próximo a uma fábrica de tintas.