31 de julho de 2025
Paraíba

MPF pede cassação da prefeita de Areia por compra de votos e abuso de poder nas eleições municipais

Procuradoria aponta compra de votos, abuso de poder e uso da máquina pública; prefeita nega irregularidades

Por Redação
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MPF pede cassação da prefeita de Areia por compra de votos e abuso de poder nas eleições municipais - Foto: Walla Santos

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a cassação dos diplomas da prefeita de Areia, Sílvia César Farias da Cunha Lima, e do vice, Luiz Francisco dos Santos Neto, por suposta compra de votos, abuso de poder político e econômico e uso indevido da estrutura pública durante as Eleições 2024.

Na manifestação apresentada nesta quarta-feira (12), o MPF também solicita que os principais envolvidos fiquem inelegíveis por oito anos. A Procuradoria afirma que há provas suficientes de captação ilícita de votos e de que o grupo político usou a máquina municipal para influenciar o pleito.

O que diz o MPF

Segundo o órgão, houve aumento atípico no consumo de combustível, contratação expressiva de servidores em ano eleitoral e mistura de alimentos da merenda escolar com itens licitados para formar cestas básicas — ações que, para a Procuradoria, apontam improviso e finalidade eleitoral.

O caso ganhou força após a prisão em flagrante de três servidores da Prefeitura no dia 4 de outubro de 2024, dois dias antes da votação. Eles foram detidos transportando cestas básicas em carros oficiais e manipulando alimentos em um prédio público. Parte dos itens, segundo o MPF, era proveniente da merenda escolar.

A Procuradoria destaca ainda o depoimento de um morador que afirmou ter recebido uma cesta básica entregue por pessoas em um carro da Prefeitura e relatou que a prefeita esteve em sua casa no mesmo dia pedindo seu voto. O recibo apresentado pela defesa, datado do dia anterior, foi considerado pelo MPF um indício de falsificação.

O Ministério Público também acusa a gestão de não apresentar listas, controles, justificativas administrativas ou planejamento das entregas — documentos obrigatórios em ações sociais regulares.

O que diz a defesa

A prefeita Sílvia Cunha Lima afirma estar tranquila e nega qualquer irregularidade. Ela sustenta que o processo contém “vastos elementos” que comprovariam sua inocência.

O advogado da gestora, Rodrigo Rabello, classificou o caso como “tese eleitoreira” e disse estar confiante de que não haverá cassação. Segundo a defesa, documentos apresentados pela Prefeitura não teriam sido analisados pelo MPF.

O caso segue em tramitação na Justiça Eleitoral.

*Com informações do G1 PB