31 de julho de 2025
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Pesquisa revela que 64% dos brasileiros não consomem álcool em 2025; abstinência dispara entre jovens

Estudo do CISA/Ipsos mostra aumento significativo da abstinência, especialmente entre jovens de 18 a 34 anos

Por Redação
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Estudo do CISA/Ipsos mostra aumento significativo da abstinência, especialmente entre jovens de 18 a 34 anos - Foto: Freepik

Um levantamento nacional do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) revela que 64% dos brasileiros declaram não consumir bebidas alcoólicas em 2025 - um aumento significativo em relação a 2023, quando esse percentual era de 55%. A pesquisa Ipsos-Ipec, que compõe a sétima edição da publicação "Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025", aponta uma mudança relevante no comportamento da população, especialmente entre os mais jovens.

Abstinência em Alta Entre Jovens e Classes A/B


O crescimento da abstinência foi particularmente expressivo entre os jovens:

18 a 24 anos: saltou de 46% para 64%

25 a 34 anos: aumentou de 47% para 61%

O movimento também foi significativo entre pessoas com ensino superior (de 49% para 62%), moradores do Sudeste (de 51% para 62%) e das classes A/B (de 44% para 55%).

Consumo abusivo ainda preocupa

Apesar do aumento da abstinência, o consumo abusivo permanece como desafio para a saúde pública. Entre os bebedores considerados abusivos, 82% acreditam consumir de forma moderada - apenas 9% reconhecem que exageram e precisam mudar.

Segundo o psiquiatra Arthur Guerra, presidente do CISA, há uma percepção equivocada sobre os riscos: "Ser mais tolerante ao álcool, ou seja, beber muito e não sentir os efeitos, não significa estar protegido dos prejuízos. Pelo contrário, precisar aumentar a quantidade é um sinal de alerta".

Dados de mortalidade e internações


O estudo também atualizou os números sobre o impacto do álcool na saúde pública:

Mortes atribuíveis ao álcool: 73.019 em 2023 (aumento de 10,2% desde 2010)

Internações relacionadas: 418.467 em 2024 (crescimento de 24,2% em relação a 2010)

Os estados com maiores taxas de mortalidade são Espírito Santo, Piauí e Tocantins, enquanto Paraná, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul lideram em internações.

A pesquisa ouviu 1.981 pessoas em todo o país, com margem de erro de 2 pontos percentuais e 95% de intervalo de confiança. As entrevistas foram realizadas em domicílios durante dias úteis e finais de semana para garantir a representatividade da amostra.

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