31 de julho de 2025
Crise na saúde

Trabalhadores do Hospital Veredas entram em greve por salários atrasados em Maceió

Profissionais denunciam meses de vencimentos em aberto e falta de pagamento do piso da enfermagem; Sesau nega repasses pendentes

Por Redação
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Trabalhadores do Hospital Veredas entram em greve por salários atrasados em Maceió - Foto: Sateal

Os trabalhadores do Hospital Veredas, em Maceió, iniciam greve por tempo indeterminado a partir das 8h desta quinta-feira (13), em protesto contra os salários atrasados e o não pagamento do piso da enfermagem. O movimento, anunciado por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais na terça-feira (11), foi convocado pelos sindicatos que representam enfermeiros, técnicos de enfermagem e técnicos de radiologia.

Durante a paralisação, serão mantidos 30% dos profissionais em atividade nos serviços essenciais, conforme determina a legislação.

Segundo a presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Alagoas (Sineal), Cinthya Carvalho, a greve envolve todas as categorias profissionais do hospital. “Não ficará restrita à enfermagem”, afirmou. Ela informou que o Hospital Veredas deve salários referentes a abril, maio, agosto, setembro e outubro, além de complementos do piso da enfermagem de julho a novembro de 2024 e parte do 13º salário do mesmo ano.

Cinthya relatou que, apesar das constantes tentativas de negociação, o hospital não tem conseguido cumprir as metas para regularização da folha de pagamento nem o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado no início do ano. Segundo ela, a administração anunciou o pagamento da folha de agosto, mas ainda sem previsão para quitar os demais débitos.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que não há repasses financeiros pendentes ao Hospital Veredas e que os pagamentos referentes aos serviços prestados estão dentro do cronograma estabelecido.

Os sindicatos decidiram que a paralisação seguirá até que todos os valores sejam pagos. A concentração dos profissionais está marcada para as 8h desta quinta-feira, em frente ao hospital. “Convocamos todos os trabalhadores da enfermagem, da assistência e da radiologia. Só iremos parar quando tudo for sancionado nas contas dos trabalhadores”, afirmaram as entidades.