Congresso homenageia Operação Contenção do Rio que resultou em 121 mortes e 113 presos
Governador Claudio Castro defende tratamento a facções como "narcoterrorismo" em sessão solene que reuniu governadores e familiares de PMs mortos
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Em uma sessão solene no Congresso Nacional, parlamentares e governadores homenagearam a operação Contenção, realizada no dia 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A ação, que resultou na morte de 4 policiais e 117 suspeitos, além de 113 prisões e apreensão de grande arsenal, foi defendida pelas autoridades como resposta necessária ao crime organizado.
O governador do Rio, Claudio Castro, presente ao evento ao lado de familiares dos policiais mortos, fez um discurso contundente ao caracterizar o inimigo enfrentado. “Doa a quem doer, são organizações narcoterroristas, nacionais e transnacionais”, afirmou. Para ilustrar o poderio financeiro do crime, Castro revelou que uma única organização lavou R$ 16 bilhões em um ano, valor equivalente a todo o orçamento da segurança pública do estado. Em 2024, foram apreendidos 732 fuzis no Rio, número que supera em nove vezes o da Bahia, segunda colocada no ranking com 78 armas.
A solenidade também serviu como palco para respostas às críticas recebidas pela operação. O deputado Doutor Luizinho (PP-RJ) comemorou uma suposta mudança de opinião pública: “Muita gente foi para as redes sociais (...) para fazer um posicionamento contra a polícia. Mas, pela primeira vez, a gente os viu tendo que mudar de posição”. Já o deputado Guilherme Derrite (PL-SP) defendeu o endurecimento penal, classificando os policiais brasileiros como heróis que enfrentam situações "piores que as encontradas em guerras".