31 de julho de 2025
internacional

Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para quase 3 mil

Governo confirma 2.954 vítimas fatais e 190 prédios destruídos; equipes de resgate seguem em busca de corpos

Por Redação
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Mortes por terremotos na Venezuela chegam a quase 3 mil. - Foto: Reprodução

O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 2.954, segundo dados oficiais divulgados pelo governo do país. Ao todo, 190 prédios desabaram, enquanto o número de desaparecidos continua sem ser informado pelas autoridades.

Na capital Caracas, os danos estão concentrados em áreas específicas. No bairro de San Bernadino, um edifício de seis andares, com cobertura e lojas no térreo, desabou completamente, provocando a morte de 19 pessoas.

Apesar da destruição registrada em alguns pontos da capital, outras regiões mantêm parte da rotina. O cenário é diferente do observado em La Guaira, cidade mais afetada pelos terremotos. Em bairros como Praia Grande, a devastação se estende por várias quadras, com imóveis destruídos ou sem condições de habitação.

Equipes de resgate continuam atuando nas áreas atingidas, mas, segundo os próprios socorristas, as buscas têm como principal objetivo a localização de vítimas, diante da baixa expectativa de encontrar sobreviventes.

Nesta terça-feira, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, realizou uma cerimônia em Caracas para homenagear equipes de resgate internacionais que atuaram nas operações de socorro. Participaram profissionais de países como Argentina, Barbados, Reino Unido, França, Índia e Brasil. Durante o evento, o comandante do Hospital da Marinha e o chefe da missão brasileira receberam condecorações concedidas pelo governo venezuelano.

Enquanto algumas delegações internacionais começam a encerrar as operações no país, o Brasil mantém o apoio humanitário. Além da permanência das equipes de resgate, o governo brasileiro anunciou o envio de 50 mil doses de vacina antirrábica para cães e 100 mil doses de vacina contra a febre amarela, com o objetivo de auxiliar na prevenção de doenças infecciosas, que passam a ser uma das principais preocupações após a fase inicial da tragédia.