STF inicia sustentações de defesa de militares acusados de integrar núcleo operacional do golpe
Advogado do general Theophilo pede absolvição e nega envolvimento em plano para impedir posse de Lula
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou na tarde desta terça-feira (11) as sustentações orais dos advogados de defesa dos dez réus do Núcleo 3 da trama golpista. O grupo, formado por nove militares do Exército e um policial federal, é acusado de planejar "ações táticas" para concretizar um plano destinado a reverter o resultado das eleições de 2022, incluindo o suposto sequestro do ministro Alexandre de Moraes.
Em sua sustentação, a defesa do general da reserva Estevam Theophilo pediu a absolvição do militar, argumentando que ele não teve envolvimento com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 nem com o plano para usar os "kids pretos" - tropa de elite do Comando de Operações Terrestres (Coter) - para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O advogado Diego Rodrigues Musy afirmou que as três reuniões de Theophilo com o ex-presidente Jair Bolsonaro no final de 2022 ocorreram "com a ciência do então comandante do Exército, Freire Gomes". "Essa reunião nunca teve algum tipo de excepcionalidade no convite. O general Freire Gomes relatou que, assim como Theóphilo, vários outros generais foram ao Alvorada durante ano [2022]", disse o defensor.
Pela manhã, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido a condenação dos acusados, que respondem por crimes como:
- Organização criminosa armada
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Golpe de Estado
- Dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado
Segundo as investigações, Theophilo era responsável pelo Coter na época dos fatos e teria discutido em reuniões com Bolsonaro a utilização de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ou a decretação de Estado de Defesa no país. O julgamento continua com as sustentações das demais defesas.