Polícia investiga ataque a tiros contra escola indígena em Palmeira dos Índios
Disparos atingiram portões e paredes da Escola Estadual Indígena Pajé Miguel Selestino; comunidade Xukuru-Kariri denuncia tentativa de intimidação
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A Polícia Civil de Alagoas abriu investigação, nesta terça-feira (11), sobre o ataque a tiros contra a Escola Estadual Indígena Pajé Miguel Selestino, localizada no território Xukuru-Kariri, em Palmeira dos Índios. O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (10) e deixou marcas nas paredes e portões da unidade. Ninguém ficou ferido.
De acordo com o chefe de operações da 5ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), Diogo Martins, um boletim de ocorrência foi registrado pelo gestor da escola, e as apurações seguem para identificar os responsáveis. Caso seja confirmada relação com conflitos fundiários, o caso deve ser encaminhado à Polícia Federal.
Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) repudiou o atentado e afirmou que grupos contrários à demarcação da terra indígena vêm agindo para intimidar a comunidade local. “Atacar uma escola com tiros amplia ainda mais a dimensão desse problema, rompendo com todo e qualquer respeito à comunidade”, destacou a entidade.
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) também manifestou repúdio ao ataque e informou que as aulas prosseguiram normalmente. A pasta acompanha as investigações e oferece suporte pedagógico e psicológico à equipe escolar.
A escola atende estudantes da etnia Xukuru-Kariri e está situada na Aldeia Fazenda Canto, onde a comunidade denuncia um clima crescente de tensão em meio à luta pela homologação do território.