Como a repercussão do caso Eloá Pimentel levou à prisão do pai da jovem em Alagoas
Repercussão do crime levou à prisão de seu pai, Everaldo Pereira, antigo matador de aluguel, em Alagoas
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O sequestro e assassinato de Eloá Cristina Pimentel, em 2008, não apenas chocou o país, como também teve desdobramentos inesperados que levaram à prisão de seu próprio pai, Everaldo Pereira dos Santos, em Alagoas.
O crime ganhou ainda mais notoriedade com a série Tremembé, da Prime Video, inspirada no livro homônimo de Ullisses Campbell. A produção menciona brevemente Lindemberg Fernandes Alves, assassino de Eloá, mas não detalha a vida dele na prisão. Um ponto importante abordado no livro é o medo de Lindemberg de seu ex-sogro, Everaldo, que já era conhecido como matador de aluguel.
Em 13 de outubro de 2008, Lindemberg, então com 22 anos, invadiu a casa de Eloá, que tinha apenas 15 anos, e manteve a jovem e sua amiga Nayara em cárcere por mais de 100 horas. Quando a polícia invadiu o apartamento, Lindemberg atirou contra as duas: Nayara foi ferida no rosto, e Eloá ficou inconsciente, sendo levada ao hospital, onde morreu horas depois.
Lindemberg foi condenado inicialmente a 98 anos e 10 meses de prisão, pena posteriormente reduzida para 39 anos e três meses, cumpridos em Tremembé, interior de São Paulo.
A prisão de Everaldo
A repercussão do crime trouxe à tona outro lado da história. Durante a cobertura midiática, Everaldo apareceu passando mal e sendo atendido por uma ambulância, o que chamou a atenção da polícia de Alagoas. Ele já era investigado por integrar o grupo de extermínio Gangue Fardada. Um sinal próximo ao seu nariz ajudou no reconhecimento, resultando em sua prisão em dezembro de 2009, em Maceió.
O histórico criminal de Everaldo inclui o assassinato do delegado da Polícia Civil alagoana Ricardo Lessa e do motorista dele, em 1991. Ele cumpriu pena em regime fechado até 2014 e desde então está em regime semiaberto. Em 2023, seu advogado afirmou que Everaldo aguarda a concessão de maior liberdade judicial e vive com a família em São Paulo.
O medo de Lindemberg na prisão
No livro Tremembé, Ullisses Campbell descreve que, mesmo dentro da prisão, Lindemberg temia o ex-sogro. Durante as “saidinhas”, ele se camuflava, acreditando que seus algozes poderiam estar à espreita para uma vingança.