Estande da Semed atrai famílias com atividades interativas na Bienal do Livro de Alagoas
Evento teve lançamento de quatro livros escritos por professores, contação de histórias, robótica e realidade virtual, destacando a força da educação municipal
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A força criativa dos educadores da rede municipal foi um dos grandes destaques da Bienal do Livro. Na tarde desta quinta-feira (6), o percurso entre a biblioteca móvel, o Mezanino e o estande da Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Maceió foi palco para o lançamento de quatro novas obras escritas por professores da rede, em um evento que uniu literatura, inovação e entretenimento para o público de todas as idades.
Além dos lançamentos, os visitantes puderam desfrutar de uma programação diversificada, que incluiu sessões de contação de histórias na biblioteca móvel, oficinas de robótica, jogos interativos e experiências imersivas de realidade virtual. As atividades encantaram especialmente as crianças, como Luana Maria, de 9 anos, da Escola Municipal Eulina Alencar, que resumiu a experiência: “É muito divertido aqui, tem livros, brincadeiras, brindes e coisas pra aprender.”
As obras lançadas refletem a sensibilidade e o talento dos educadores. Os títulos apresentados ao público foram: "As Travessuras de uma Gatinha Especial", "Assoalho: Versos de Amor e Dor sobre Autoestima e o Despertar", "Quando a Fé Sustenta uma Família" e "A Aventura das Figuras Geométricas". O estande da Semed foi tomado por um clima de orgulho e celebração, onde os professores-autores compartilharam suas histórias e a emoção de ver seu trabalho publicado.
Para a professora Cristina Maria Nolasco, com mais de vinte anos de rede, lançar seus dois livros infantis na Bienal é a realização de um sonho. “Participar da Bienal aqui em Alagoas é uma emoção muito grande. Estou lançando meus livros A Borboleta Adormecida e As Travessuras de uma Gatinha Especial... Considero esse momento uma grande conquista. Já tenho novas obras prontas e, com certeza, quero estar de volta na próxima edição”, comemora.
O sentimento de realização também foi compartilhado pelo professor Edvan Sena, que apresentou sua obra inspirada em vivências de sua infância. “Estou muito feliz por estar aqui, pois é a primeira vez que lanço um livro na Bienal, e considero essa oportunidade uma grande realização”, declarou.
Já para a gestora e professora Dhyym Florez, a publicação representa uma jornada profundamente pessoal de cura e empoderamento. “Assoalho nasceu de um período muito difícil da minha vida, em que encontrei na escrita um caminho de resiliência. Essa obra carrega as vozes e as histórias das mulheres da minha família e da minha comunidade. Publicar na Bienal é realizar um sonho e dar visibilidade a essas vozes femininas que tantas vezes foram silenciadas”, relatou.
Os dias de Bienal têm se mostrado, assim, uma vitrine do potencial da rede municipal de ensino, promovendo não apenas a leitura, mas também integrando tecnologia, criatividade e as histórias de vida de quem constrói a educação no dia a dia.