31 de julho de 2025
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Novo ataque militar dos EUA no Caribe deixa três mortos

Governo Trump classifica cartéis como "inimigos em conflito armado" e usa ataques letais sem revisão judicial; ação gera críticas no Congresso americano

Por Redação
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As forças americanas não sofreram ferimentos no ataque - Foto: Donald Trum Truth Social/Divulgação

O Exército dos Estados Unidos realizou um ataque aéreo letal contra uma embarcação no Mar do Caribe nesta quinta-feira (7), resultando na morte de três pessoas. A ação foi confirmada publicamente pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth, que atribuiu a ordem diretamente ao Presidente Donald Trump.

Em uma declaração postada em sua página oficial no Facebook, Hegseth descreveu a operação como um "ataque cinético letal" direcionado a um navio operado por uma "Organização Terrorista Designada". Segundo o secretário, a embarcação estava envolvida no tráfico de narcóticos em águas internacionais e foi neutralizada sem que as forças americanas sofressem qualquer baixa.

Este episódio é parte de uma campanha militar mais ampla revelada pelos dados do Departamento de Defesa: desde o início das operações, o Exército dos EUA já matou 70 pessoas em 17 ataques distintos, que resultaram na destruição de 18 embarcações. A justificativa de Washington é conter o fluxo de drogas que segue em direção ao território norte-americano.

Três indivíduos sobreviveram aos ataques realizados até agora. Dois deles foram detidos pela Marinha dos EUA e, posteriormente, repatriados para seus países de origem. Um terceiro sobrevivente foi dado como morto após buscas conduzidas pela Marinha Mexicana.

A estratégia marca uma guinada na política externa americana. O governo Trump notificou formalmente o Congresso de que os Estados Unidos estão agora em um "conflito armado" contra os cartéis de drogas, retroagindo ao primeiro ataque, em 2 de setembro. Sob essa nova diretriz, os mortos são classificados como "combatentes ilegais", e o governo alega ter autoridade legal, baseada em um parecer confidencial do Departamento de Justiça, para realizar esses ataques letais sem necessidade de revisão judicial prévia.

A postura agressiva da administração Trump, no entanto, enfrenta resistência. Parlamentares do Congresso americano e grupos de defesa dos direitos humanos questionam a legalidade da conclusão do Departamento de Justiça. Eles argumentam que os suspeitos de tráfico deveriam ser processados judicialmente, como era a prática padrão nas operações de interdição marítima antes da posse de Trump.

Outro ponto de contestação é a falta de transparência: o governo não divulgou publicamente quaisquer evidências concretas da presença de entorpecentes nos barcos atingidos ou de vínculos diretos das embarcações com organizações criminosas cartelizadas. A única informação reforçada pelas autoridades militares é que nenhum soldado americano foi ferido durante a execução das operações.