31 de julho de 2025
Participação Popular

Comunidade do Vale do Reginaldo participa de oficina para mapear vivências e desafios da região

Encontro marca o início do projeto Grota no Grau e vai reunir moradores para construir um diagnóstico participativo que orientará ações de urbanização

Por Redação
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Ao final, os participantes serão convidados a expressar, em uma palavra, o que desejam para o Reginaldo do futuro, formando um varal coletivo de desejos e afetos. - Foto: Itawi Albuquerque/ Secom Maceió

O Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental (Iplam) promove, neste sábado (8), a primeira oficina participativa do projeto Grota no Grau, no Vale do Reginaldo, em Maceió. A atividade, que ocorre das 14h às 18h, tem como objetivo ouvir os moradores e envolver a comunidade na construção de um diagnóstico coletivo sobre o território, reunindo percepções, vivências e desafios locais que servirão de base para futuras intervenções urbanas.

O Vale do Reginaldo foi dividido em três trechos, e esta primeira oficina será voltada para o trecho 1. As próximas etapas do projeto contemplarão os demais setores da região.

Inspirada em jogos colaborativos, a metodologia transforma o mapa do território em um grande tabuleiro. Os participantes vão indicar locais de moradia, circulação e convivência, além de pontos que consideram relevantes para o cotidiano. A dinâmica busca identificar áreas que concentram vida, movimento e também os principais desafios do bairro.

Segundo Eduarda Leite, diretora-técnica do Laboratório de Inovação Urbana, a proposta é valorizar o protagonismo da população no planejamento da cidade.

 “A ideia é fazer com que o próprio morador leia o território, mostrando os lugares de afeto, os espaços que precisam de atenção e o que ele sonha para o Reginaldo do futuro”, explicou.

Durante o encontro, os grupos participarão de atividades como o “Jogo do Território”, que utiliza ícones, post-its e novelos de lã para mapear trajetos e espaços coletivos. A oficina também inclui momentos de acolhimento, partilha de memórias e a dinâmica “Segue o Fio”, simbolizando os laços entre os moradores e o território.

Ao final, os participantes serão convidados a expressar, em uma palavra, o que desejam para o Reginaldo do futuro, formando um varal coletivo de desejos e afetos.

Todo o material produzido será sistematizado e integrará o diagnóstico participativo do Vale do Reginaldo, que vai orientar o planejamento de projetos de urbanização e ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da comunidade.