31 de julho de 2025
Política

CPMI tem discussão e pedido para “calarem a boca”: “Presidente sou eu”

Ex-ministro de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, insinuou que gráficos apresentados por deputado do PT estavam adulterados

Por Rafaella Ramos
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O ex-ministro acusou o deputado Rogério Correia (PT-MG) de manipular gráficos - Foto:

A oitiva do ex-ministro do Trabalho e Previdência Social do governo Jair Bolsonaro (PL), Onyx Lorenzoni, na CPMI do INSS, foi marcada por bate-boca e confusão nesta quinta-feira (6/11). O ex-ministro acusou o deputado Rogério Correia (PT-MG) de manipular gráficos exibidos durante as perguntas sobre o aumento de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) na sua gestão.

“O senhor repete uma narrativa para tentar responsabilizar o único governo que combateu fraudes no INSS. Gráficos sem números são coisa de marqueteiro”, disse Onyx, em tom irônico, ao comentar os dados apresentados pelo petista. Correia rebateu dizendo que poderia exibir os números completos, o que provocou uma discussão generalizada entre parlamentares da base e da oposição.

Durante o tumulto, o deputado Alencar Santana (PT-SP) questionou se o ex-ministro estava ali “como depoente ou para dar opinião”, enquanto o deputado José Medeiros (PL-MT) reagiu dizendo para os colegas “calarem a boca” em meio à troca de ofensas. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), precisou intervir para conter os ânimos. “O presidente desta CPMI sou eu. O depoente pode responder da forma que desejar. O senhor já falou por 10 minutos”, afirmou, dirigindo-se a Correia.

O embate ocorreu no contexto das investigações da chamada “Farra do INSS”, escândalo revelado em 2023, que expôs fraudes em descontos de mensalidades de aposentados e levou à abertura de inquéritos pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. As denúncias resultaram na Operação Sem Desconto, que provocou as demissões do então presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.