Mistério em Pelotas: sangue jorra de cano e funerária é investigada
Funerária é investigada por possível infração ambiental durante embalsamento
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) investiga uma funerária em Pelotas pelo suposto descarte irregular de sangue humano. A 2ª Promotoria de Justiça Especializada da comarca iniciou a apuração após um cano se romper e jorrar um líquido vermelho no esgoto da cidade na sexta-feira (31). O nome da empresa não foi divulgado.
Segundo o MPRS, o Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) e o Batalhão Ambiental da Brigada Militar (Patram) autuaram o estabelecimento na segunda-feira (3), atendendo a demandas do Ministério Público. Agora, os órgãos aguardam o laudo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) sobre a composição do líquido.
O promotor Adriano Pereira Zibetti informou que a investigação também envolve outras funerárias da cidade, com o objetivo de garantir planos de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (PGRSS) e a destinação adequada dos resíduos gerados.
De acordo com a Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA), o líquido se tratava de sangue humano resultante de embalsamento, procedimento em que o sangue da pessoa falecida é substituído por produtos químicos para preservação do corpo. O setor da funerária responsável pelo serviço foi interditado.
A SQA reforçou que não há risco à água potável fornecida pelo Sanep, mas alertou que o descarte inadequado pode contaminar o solo e causar danos ambientais.