31 de julho de 2025
Investigação ambiental

Mistério em Pelotas: sangue jorra de cano e funerária é investigada

Funerária é investigada por possível infração ambiental durante embalsamento

Por Redação
Publicado em
De acordo com a Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA), o líquido se tratava de sangue humano resultante de embalsamento - Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) investiga uma funerária em Pelotas pelo suposto descarte irregular de sangue humano. A 2ª Promotoria de Justiça Especializada da comarca iniciou a apuração após um cano se romper e jorrar um líquido vermelho no esgoto da cidade na sexta-feira (31). O nome da empresa não foi divulgado.

Segundo o MPRS, o Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) e o Batalhão Ambiental da Brigada Militar (Patram) autuaram o estabelecimento na segunda-feira (3), atendendo a demandas do Ministério Público. Agora, os órgãos aguardam o laudo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) sobre a composição do líquido.

O promotor Adriano Pereira Zibetti informou que a investigação também envolve outras funerárias da cidade, com o objetivo de garantir planos de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (PGRSS) e a destinação adequada dos resíduos gerados.

De acordo com a Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA), o líquido se tratava de sangue humano resultante de embalsamento, procedimento em que o sangue da pessoa falecida é substituído por produtos químicos para preservação do corpo. O setor da funerária responsável pelo serviço foi interditado.

A SQA reforçou que não há risco à água potável fornecida pelo Sanep, mas alertou que o descarte inadequado pode contaminar o solo e causar danos ambientais.