Alagoas tem mais de 1,3 milhão de pessoas em união conjugal, aponta IBGE
Estado supera média do Nordeste em uniões; homens são maioria nesse grupo, enquanto mulheres lideram em uniões homoafetivas e domicílios unipessoais crescem
Publicado em
Dados inéditos do Censo Demográfico 2022 divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (5) revelam que 50,3% da população alagoana com 10 anos ou mais de idade – o equivalente a 1.337.332 pessoas – viviam em união conjugal. O percentual coloca Alagoas ligeiramente acima da média do Nordeste (49,5%) e próximo à nacional (51,3%). A pesquisa detectou uma disparidade de gênero significativa: enquanto 53,1% dos homens declararam viver em união, apenas 47,9% das mulheres estavam nessa condição, diferença atribuída principalmente à maior proporção de viúvas, separadas e mulheres que nunca formaram união.
Entre os municípios, Campo Grande lidera o ranking com 58,1% da população em união, seguido por Olho D'Água Grande (56,8%) e Jequiá da Praia (56,3%). Na outra ponta, Campestre (46,4%), Delmiro Gouveia (46,6%) e Capela (46,9%) registraram os menores percentuais. O estudo também mapeou 12.795 pessoas em uniões homoafetivas no estado, sendo a maioria (7.773) formada por mulheres.
Em paralelo ao cenário de nupcialidade, Alagoas acompanha a tendência nacional de crescimento de domicílios unipessoais. O estado registrou 158.603 residências com apenas um morador, correspondendo a 15,3% do total de domicílios particulares permanentes. Esse padrão tem se tornado cada vez mais comum, especialmente em áreas urbanas e entre idosos ou pessoas separadas, refletindo mudanças significativas na organização familiar dos alagoanos na última década.